Espanha projeta final, mas Boca diz não aceitar decisão e River afirma que vai recorrer

A Conmebol bateu o martelo e definiu a data que ocorrerá a segunda e decisiva partida da final da Libertadores da América entre River Plate e Boca Juniors. O estádio Santiago Bernabéu, em Madri, na Espanha receberá o clássico sul-americano entre os dois times argentinos.

A Real Federação Espanhola de Futebol confirmou o duelo no dia 9 de dezembro. O presidente da RFEF, Luis Rubiales, acredita que a decisão, que teve participação da Fifa, Uefa e Conmebol, “mostra uma confiança no poder de organização do futebol espanhol”.

Sem dúvida, estamos preparados. É uma ótima notícia que recebemos a confiança para receber a esta partida histórica e faremos todos os esforços que estão ao nosso alcance para oferecer à CONMEBOL e a um país-irmão, como a Argentina, ótimas condições para desfrutar de uma das melhores condições as melhores partidas do mundo”, disse o presidente da RFEF. A Espanha colocará toda a sua experiência em eventos a serviço da final do torneio sul-americano.

O problema é que essa história parece longe de um final. Isso porque, o Boca Juniors divulgou uma nota oficial onde segue batendo o pé, após a Conmebol ter negado o pedido do clube de anular a partida de volta. No comunicado, o clube Xeneize diz não concordar com as decisões e que deve entrar com recursos.

Boca Juniors informa que não compartilha com os argumentos e os considera claramente contrário às regras e precedentes, por isso serão impetrados os recursos correspondentes ante a Câmara de Apelações da Conmebol e, eventualmente, ante a Corte Arbitral do Esporte. O clube insiste que, havendo ficado apresentado provas conclusivas do brutal ataque ao ônibus do elenco sofrido no último 24 de novembro de 2018, nas imediações e até o portão de entrada do estádio Monumental, não cabe outra sanção que a solicitada em nossas apresentações”, diz um trecho da nota.

Já o River Plate, mesmo com a pena branda, pelas possibilidades que poderiam ocorrer, anunciou que irá recorrer da punição. O comunicado informa que “o River Plate fará as propostas legais e os recursos pertinentes em relação ao que foi resolvido pela Conmebol e seu Tribunal Disciplinar, em relação à mudança de sede da partida final da Copa Libertadores 2018, a sanção econômica e a proibição de competir com público em os dois jogos oficiais organizados pela entidade”.

 

Em meio a tudo isso, o que sabemos é que o futebol sul-americano assinou um atestado de incompetência e má gestão. A Conmebol parece não evoluir e continuar trabalhando apenas para os seus próprios interesses. Quem perde com isso, não são só os clubes envolvidos, mas sim, todos nós.

 

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