Pablo Pérez afirma: “não vou jogar em um estádio onde posso morrer”

Uma das vítimas dos incidentes ocorridos no último sábado, antes da final da Libertadores foi o meia do Boca Juniors, Pablo Pérez. O capitão da equipe Xeneize teve que deixar o estádio e fazer exames em um hospital, depois que o ônibus do clube ser alvejado por pedras e outros objetos e ter os vidros quebrados.

Após o ocorrido e com o adiamento da partida, Pérez concedeu uma entrevista para os jornalistas argentinos e falou sobre todos os momentos que passou no dia que era para ter ocorrido a maior final da história da competição sul-americana. O jogador explicou o que aconteceu e ainda relatou que pedras foram arremessadas na ambulância que o levou para realizar exames no olho machucado por estilhaços.

De repente, 200 pessoas apareceram e começaram a atirar pedras, não sei o que aconteceu, mas foi muito estranho, todas as pessoas se acumularam em um lugar, foram 3 minutos que não desejo a ninguém. E quando eu saí em uma ambulância e eles continuam atirando pedras em nós”, disse o capitão do Boca.

O jogador titular do Boca não poupou críticas à Conmebol, inclusive desmentindo que teve auxilio de algum médico da entendida. “A Conmebol foi uma vergonha. No hospital me disseram que teria de jogar, com o olho machucado. Ia entrar em campo, mas não sei se poderia jogar. O médico da Conmebol nem veio me ver, sequer o conheço. Entrou em algum momento e anotou que eu estava em condições sem nem me examinar. Não veio médico, nunca foram solidários conosco”.

Na próxima terça-feira (27/11), os presidente dos dois clubes irão até a cede da entidade máxima do futebol sul-americano para definir os rumos da segunda partida. O Boca já afirmou aguardar uma posição da comissão disciplinar da confederação e quer os pontos da partida e punição do River. Pérez se mostrou preocupado com a realização de mais um jogo.

Não posso ir a um campo onde não me trazem segurança. O que aconteceria se jogássemos e ganhássemos? Se as pessoas já estavam loucas antes de começar o jogo, imagina se damos a volta olímpica no estádio deles. Me matam! Não vou jogar em um estádio onde posso morrer”, disse o jogador.

No final da concorrida entrevista, Pérez comentou que recebeu o apoio de alguns jogadores do River. “Nacho (Scocco) e Milton (Casco) escreveram para mim, nos tornamos amigos em Newells e temos um relacionamento, mas ninguém mais se entrou em contato”, disse Pérez.

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