Após adiamento, presidente do Boca espera decisão do Tribunal, enquanto River segue confiante em jogar

O que era para ser a maior final de todos os tempos da Libertadores, se tornou uma grande confusão e mais um episódio para longa história de vexames protagonizados pela Conmebol. O duelo entre River Plate e Boca Juniors, a maior rivalidade argentina e uma das maiores do mundo, era para ter ocorrido no último sábado, mas por confusões provocadas pela torcida do River, que atirou objetos no ônibus da delegação do Boca, o confronto foi remarcado para este domingo.

Mas a polêmica estava apenas começando. Neste domingo, através de um comunicado oficial do presidente da Conmebol, a final foi adiada. Alejandro Domínguez afirmou que a decisão estava sendo tomada por não haver condições de igualdade entre os dois clubes.

Não havia condições esportivas. Não queremos que haja desigualdades esportivas. Esta não é uma suspensão, é um adiamento. Em conjunto com os presidentes, vamos remarcar a partida. Vamos buscar a data adequada, a partida será disputada”, disse o presidente da Conmebol.

Na próxima terça-feira, às 11h (horário de Brasília), haverá uma reunião na sede da Conmebol, no Paraguai, com a presença dos presidentes dos dois clubes, para decidir dia, horário e local da decisão. Porém, o Boca emitiu um comunicado pedindo a suspensão da partida em razão dos incidentes de sábado. Além disso, o clube pediu uma punição ao River Plate e que a Conmebol aplique o artigo 18 do regulamento da Libertadores, que diz que o mandante é o responsável pela segurança dentro e nas imediações do estádio, levando o adversário a uma eliminação.

 

Em entrevista coletiva, o mandatário Xeneize, Daniel Angelici lamentou o que está acontecendo, mas deixou claro o aguardo de uma resposta da comissão do Tribunal Disciplinar da Conmebol.

Era para ser uma grande festa do futebol argentino e estamos todos muito tristes. Uma minoria atrapalhou um espetáculo que o mundo estava esperando. Tínhamos jogadores que estavam sem condições. Estou convencido de que os jogos são vencidos em campo, mas sou responsável por um clube. Fizemos a representação de todos os artigos que foram violados ontem e vamos esperar agora que a comissão, que é autônoma, o Tribunal Disciplinar, possa analisar e responder ao pedido que o Boca apresentou à Conmebol. Na terça-feira vou participar da reunião, mas vou dizer que a intenção do Boca Juniors é que o Tribunal Disciplinar veja nossa representação e nos dê uma resposta formal”, disse o presidente do Boca.

Na mesma linha do presidente, Guilhermo Schelotto, técnico do Boca afirmou que sua equipe não tinha condições de atuar e que o time estava em desvantagem.

Estávamos em desvantagem ontem (sábado), estávamos em desvantagem hoje (domingo). O melhor para Boca era não jogar porque não estávamos em igualdade de condições com o River. Tudo que aconteceu nos afetou”, disse o treinador.

Do outro lado, o presidente do River Plate, Rodolfo D’Onofrio foi enfático quando perguntado sobre a reivindicação rival pedindo sanções. “Não tenho dúvidas, a final será jogada no campo do River e com as torcedores”.

 

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